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terça-feira, 28 de julho de 2009

TRADE E SEBRAE VÃO À ANGOLA


JORNAL O POVO

Jocélio Leal
3 Jul 2009

TRADE E SEBRAE VÃO À ANGOLA

A Ceará Trade Brasil, exportadora e importadora, se declara a única trade do Norte-Nordeste a ser selecionada e participar da Filda 2009. A Filda é uma das mais importantes feiras da África e a mais importante de Angola. Este ano, a Apex Brasil (Ministério do Desenvolvimento) está promovendo o Pavilhão Brasil com cerca de 50 empresas brasileiras, de diversos segmentos. A ação faz parte do Projeto Tradings do Brasil, do qual a Ceará Trade Brasil participa desde o começo, em 2008. Roberto Marinho, diretor da empresa, diz que já está fazendo contatos com potenciais importadores. A propósito, o Sebrae-CE estará no estande da trade cearense. “O Sebrae tem um grande expertise na abertura de mercados internacionais e no apoio às pequenas e médias empresas”, anima-se Marinho. Ele diz que está apresentando uma possibilidade aos pequenos importadores de consolidarem cargas, para começarem a importação dos produtos cearenses. Será editado um Catálogo de Fornecedores entregue aos visitantes da Feira, às associações comerciais e aos Órgãos de Governo.

CARIRI Na FILDA 2009




Tarso Araújo
05 Jul 2009


EXPORTAÇÕES


A Ceará Trade Brasil é a única Trade do Norte e Nordeste a ser selecionada e participar da Filda 2009. A Filda é uma das mais importantes feiras da África e a mais importante de Angola e, neste ano, a Apex Brasil está promovendo o Pavilhão Brasil, com aproximadamente 50 empresas brasileiras, dos mais diversos segmentos de produtos. Esta grandiosa ação comercial faz parte do Projeto Tradings do Brasil, do qual a Ceará Trade Brasil participa desde seu início, em 2008. Do Cariri, a Ceará Trade Brasil vem sempre buscando novos parceiros e levando produtos da nossa região para todo o mundo.

Potencial da economia de Angola atrai empresas do CE




Quinze empresas cearenses terão os seus produtos expostos na Filda, o maior evento comercial de Luanda, capital de Angola

Andreh Jonathas da Redação
03 Jul 2009

Angola se recupera de três décadas de uma sangrenta guerra civil. Em termos comerciais, o Ceará faz parte dessa reconstrução e já tem data marcada para oportunizar negócios por lá. Para fortalecer e ampliar as relações, a Ceará vai levar produtos de 14 empresas cearenses, até agora, e uma pernambucana à 20ª Feita Internacional de Luanda (Filda), que acontece do dia 14 a 19 de julho na capital angolana, Luanda. A Ceará Trade Brasil - única selecionada no Norte e Nordeste -, será a representante das 15 empresas nacionais no país africano de língua portuguesa com cerca de 17 milhões de habitante. É a primeira vez que o Estado participa do considerado maior evento comercial no país. A expectativa da empresa cearense é de que as exportações para Angola cheguem à cifra média de R$ 800 mil por mês até o final do ano. “É o primeiro passo para levar os produtos cearenses para Angola. Ainda engatinha, mas o Estado está investindo lá. São 17 milhões de pessoas querendo consumir”, comenta Roberto Marinho, diretor da Ceará Trade Brasil. A produção cearense já chega ao país africano, mas em proporções pequenas. A demanda angolana para o Ceará é maior para material de construção, alimentos e bebidas, além de cosméticos. “O evento é um passo para uma parceria certa. A gente já sabe que eles precisam. Eles já sabem que a gente leva. A expectativa é boa, mas demanda trabalho”, diz otimista. Concorrência O Ceará não é o único que vai compor Pavilhão Brasileiro na feira multissetorial. Junto com a representante do Estado, mais cerca de 49 empresas de todo o País montam a disputa pelo mercado de Angola. “Temos uma concorrência pesada só mesmo com São Paulo, que vence no quesito logístico. Mas nós temos os preços mais competitivos”, afirma o diretor. A aposta de bons negócios também leva em consideração a proximidade com a Copa da África do Sul e a Copa seguinte que será no Brasil, com jogos em Fortaleza. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligado ao Governo Federal, coordena a participação nacional na Filda. Um estudo de oportunidade foi desenvolvido pela agência, no qual foram identificadas boas possibilidades de negócio em Angola para produtos como frutas, carnes, peixes, aparelhos e instrumentos mecânicos, ferramentas eletromecânicas, máquinas para a industrialização de alimentos e bebidas, aparelhos para trabalhar pedra e minério, produtos de metais não-ferrosos, plásticos, produtos cerâmicos, vidros, embarcações, veículos automotores. EMAIS RELAÇÃO COMERCIAL - Mercado consumidor com potencial de consumo; fornecedores com disposição para ofertar e Governos dispostos a estreitarem relações. O que falta? - Boa logística é o principal entrave para comercialização entre Brasil e Angola, afirmou o gerente de projetos da Apex-Brasil, Adalberto Schiehll. - Ele diz que o Porto de Luanda tem que ser ampliado para evitar, por exemplo, que um navio que demore mais de 30 dias para descarregado.
Fim da guerra gera novos negóciosCom o fim da guerra civil de quase 30 anos, em 2002, o governo angolano passou a investir recursos da venda de petróleo em energia elétrica, saúde, transportes e educação, além de atrair capital privado. E as empresas brasileiras se tornaram parceiras do País. A Apex-Brasil trabalha para mercados prioritários e dá preferência aos investimentos e apoio à exportação nestes mercados. Angola é um deles. O Brasil é o quarto em exportação ao país africano - fica atrás de Portugal, china e EUA - e busca estreitar relações através do conhecimento da cadeia de importadores e dos canais de distribuição. "Em Angola, tem que fazer tudo. Mas o país está sendo reconstruído também com azulejo e cerâmica do Ceará", afirma Roberto Marinho. O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE) também atua na Feita Internacional de Luanda (Filda). "Estamos participando pela primeira vez da feira. O Sebrae apóia a participação das empresas e viabilizar a abertura do mercado em Angola em outros eventos. Vamos mostrar a cara dos produtos cearenses", explicou Marta Campelo, gestora do Projeto de Internacionalização das MPEs do Sebrae-CE. As exportações brasileiras para Angola cresceram 62% entre 2007 e 2008 e alcançaram quase US$ 2 bilhões, mais de 80% em produtos industrializados. A corrente de comércio entre os dois países quase atingiu US$ 4,2 bilhões, conforme dados da Apex-Brasil. Com isto, Angola passou a ocupar a 23ª posição entre os destinos das exportações brasileiras, à frente de países como Canadá.

Grupo Santa Lúcia anuncia expansão - CEARÁ TRADE BRASL


















Negócios

MASSAS E BISCOITOS

Investimento de R$ 20 mi em ampliação de área, maqunários e tecnologia permite a produção crescer 50%.


http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=654790


Venezuela, Cuba, Honduras e Togo também terão produtos das marcas cearenses Predilleto e BonsaborDepois de três anos embarcando suas mercadorias para Angola, Senegal, Cabo Verde e Gana, o grupo cearense Santa Lúcia — fabricante das marcas de massas e biscoitos das linhas Predilleto e Bonsabor — anuncia sua expansão para os mercados da Venezuela, Cuba, Honduras e Togo.Para o diretor-presidente do grupo, Alexandre Castelo Sales, o atual cenário de crise financeira que assola empresas de vários países passa longe dos negócios do moinho, em atividade há pouco mais de 50 anos. ´Neste ano investimos um montante de R$ 20 milhões em ampliação de área física, maquinários e tecnologia. Isso permitirá ampliarmos nossa produção em 50% e abrir novos canais para a América do Norte e América do Sul´, explica Sales, que também é vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima).´Quando começamos a exportar enviávamos um contêiner por mês. Agora, com os novos mercados compradores a previsão é que passemos para dois contêineres por semana´, projeta o empresário.Sales informa ainda que o Grupo Santa Lúcia, a partir deste ano, também passou a fabricar os produtos da gigante Nestlé — a exemplo do biscoito recheado Bono — em suas instalações. Do moinho cearense, seguirão para ser distribuídos no Norte e Nordeste do País.O grupo firmou também parceria com a empresa Ceará Trade Brasil, que busca articular o processo de exportação. ´O fato das marcas já conterem tabela nutricional dos Estados Unidos e informações em três línguas: português, espanhol e inglês é essencial para abrir caminhos no mercado externo´, afirma o representante da Trade e membro do conselho da Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBP-CE), Roberto Marinho. Segundo ele, a empresa também possui certificação FDA (Food and Drugs Aliments), o que abre muitas portas e faz com que o moinho esteja pronto para o mercado internacional.Filda 2009Dentro dessa parceria, a primeira feira com prospecção de negócios será a Feira Internacional de Luanda (Filda 2009), a realizar-se no país africano, até o próximo domingo (19). A Ceará Trade Brasil foi a única empresa do Norte Nordeste selecionada para participar do evento, assim como os produtos das empresas com as quais possui contrato, a exemplo do Grupo Santa Lúcia. “Este é um momento importante para aproveitar o mercado local africano: só em 2008 o mercado de Luanda, por exemplo, cresceu 16% e o Brasil está numa fase de aproximação com a África”, completa Marinho.



LÍVIA BARREIRA
Repórter