Angola passa no exame

Angola foi aprovada com distinção no exame da presidência rotativa da OPEP. Face à estabilização do preço do crude a OPEP decidiu, na 155.ª reunião extraordinária do cartel, realizada em Luanda, não alterar a quota de produção dos países-membros. Os 12 países comprometeram-se a manter a sua produção diária de 24,8 milhões de barris.
Devemos levar à prática, de forma sustentada,
uma tolerância zero à falta de transparência e à má gestão.
No balanço dos 12 meses da presidência angolana, Botelho de Vasconcelos, ministro dos Petróleos e presidente cessante da OPEP, salientou que foi um mandato difícil onde sucedeu uma das graves crises económicas mundiais de sempre. Mostrou-se, todavia, satisfeito com a reacção da OPEP e com o facto de os preços actuais — em torno de 74 dólares — satisfazerem os interesses do grupo. Abdalla Salem El-Badri, secretário-geral da OPEP, salientou que os actuais preços do crude estão a permitir a retoma do investimento na exploração e produção e que, para 2010, é de esperar a sua manutenção dentro da fasquia “razoável”, entre 75 e 85 dólares.
A má notícia é que Angola, embora tenha uma capacidade de produção de cerca de 2 milhões de barris por dia, terá de respeitar uma quota de apenas 1650 milhões. No final da reunião, Angola passou o testemunho ao Equador. Será Germano Pinto, ministro da Energia e Recursos Naturais daquele país, que irá liderar a 17 de Março, em Viena (Áustria), a próxima reunião da OPEP.
Fotografia: Daniel Miguel - Fonte: ExameAngola
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