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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Brasil leva 40 empresas à Feira Internacional de Luanda

O grupo que estará na FILDA 2010 é formado principalmente por empresas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná.

Da Redação

Brasília - O Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre na capital angolana, de 20 a 25 de julho, contará com a participação de 40 empresas, de acordo com dados divulgados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

São empresas de vários setores, interessadas no grande potencial para produtos e serviços brasileiros no continente africano, particularmente em Angola, que é hoje o principal parceiro comercial do Brasil na África e um dos maiores destinos de exportações brasileiras.

O grupo que estará na FILDA 2010 é formado principalmente por empresas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná.

Quase todas são empresas exportadoras, que já possuem experiência no mercado africano e vão apresentar produtos desde torres para transmissão de energia elétrica e de telecomunicações, unidades para armazenagem de grãos e carrocerias para veículos, até calçados, alimentos e utilidades domésticas.

A lista de produtos em exposição no pavilhão brasileiro inclui ainda produtos de limpeza, equipamentos para PABX, máquinas e equipamentos agrícolas, motores e geradores de energia, materiais para construção, módulos metálicos habitacionais, balanças e publicações evangélicas.

De acordo com comunicado da Apex, há também empresas interessadas em estabelecer e ampliar redes de franquias em Angola, oferecer serviços como treinamento, consultoria e tecnologia da informação para a agropecuária, pesquisa e desenvolvimento na área de petróleo, serviços de saneamento e até uma faculdade interessada em atrair alunos angolanos para cursos tecnológicos.

O fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e Angola teve forte impulso nos últimos anos e resultou em expressivo aumento do intercâmbio comercial. Entre 2005 e 2009, a corrente de comércio Brasil-Angola evoluiu de US$ 520 milhões para US$ 1,5 bilhão, correspondendo a uma variação positiva de 182,6%.

No começo dos anos 2000 o Brasil exportava US$ 200 milhões por ano para seu parceiro africano. Em 2008, este montante atingiu quase US$ 2 bilhões. Em 2009, sob efeito da crise mundial, as exportações brasileiras para Angola alcançaram o valor de US$ 1,3 bilhão. Os produtos que vêm se destacando na pauta de exportações brasileiras para Angola são predominantemente manufaturados.

Em 2009, as empresas integrantes do Pavilhão do Brasil, também organizado pela Apex-Brasil, fizeram 900 contatos com compradores angolanos e realizaram negócios em torno de US$ 30 milhões durante a feira e nos 12 meses seguintes.

Fonte: Portugal Digital

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