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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Filda termina hoje com entrega de prêmios (domingo)

Concorrem para as diversas categorias os mais de 700 expositores, dos 33 países representados no evento.

Da Redação, com, agência

Luanda - A 27ª edição da Feira Internacional de Luanda (Filda), inaugurada dia 20, termina hoje (domingo), com a distinção de expositores em diversas categorias.

A entrega de prémios será aberta às 17h30, no Stand da Unitel, interior do Pavilhão 1 da Filda.

Concorrem para as diversas categorias os mais de 700 expositores, dos 33 países representados no evento.

Antes da gala de entrega de prémios e encerramento da 27ª edição do evento, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor – Inadec, comemorará o seu 13º aniversário, na FILDA, e, em função da efeméride, realizará uma campanha de sensibilização na feira e um almoço.

Haverá também momentos de animação com a atuação de músicos angolanos, informa a Angop.

Fonte: PortugalDigital Ler mais

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Brasil leva 40 empresas à Feira Internacional de Luanda

O grupo que estará na FILDA 2010 é formado principalmente por empresas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná.

Da Redação

Brasília - O Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre na capital angolana, de 20 a 25 de julho, contará com a participação de 40 empresas, de acordo com dados divulgados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

São empresas de vários setores, interessadas no grande potencial para produtos e serviços brasileiros no continente africano, particularmente em Angola, que é hoje o principal parceiro comercial do Brasil na África e um dos maiores destinos de exportações brasileiras.

O grupo que estará na FILDA 2010 é formado principalmente por empresas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná.

Quase todas são empresas exportadoras, que já possuem experiência no mercado africano e vão apresentar produtos desde torres para transmissão de energia elétrica e de telecomunicações, unidades para armazenagem de grãos e carrocerias para veículos, até calçados, alimentos e utilidades domésticas.

A lista de produtos em exposição no pavilhão brasileiro inclui ainda produtos de limpeza, equipamentos para PABX, máquinas e equipamentos agrícolas, motores e geradores de energia, materiais para construção, módulos metálicos habitacionais, balanças e publicações evangélicas.

De acordo com comunicado da Apex, há também empresas interessadas em estabelecer e ampliar redes de franquias em Angola, oferecer serviços como treinamento, consultoria e tecnologia da informação para a agropecuária, pesquisa e desenvolvimento na área de petróleo, serviços de saneamento e até uma faculdade interessada em atrair alunos angolanos para cursos tecnológicos.

O fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e Angola teve forte impulso nos últimos anos e resultou em expressivo aumento do intercâmbio comercial. Entre 2005 e 2009, a corrente de comércio Brasil-Angola evoluiu de US$ 520 milhões para US$ 1,5 bilhão, correspondendo a uma variação positiva de 182,6%.

No começo dos anos 2000 o Brasil exportava US$ 200 milhões por ano para seu parceiro africano. Em 2008, este montante atingiu quase US$ 2 bilhões. Em 2009, sob efeito da crise mundial, as exportações brasileiras para Angola alcançaram o valor de US$ 1,3 bilhão. Os produtos que vêm se destacando na pauta de exportações brasileiras para Angola são predominantemente manufaturados.

Em 2009, as empresas integrantes do Pavilhão do Brasil, também organizado pela Apex-Brasil, fizeram 900 contatos com compradores angolanos e realizaram negócios em torno de US$ 30 milhões durante a feira e nos 12 meses seguintes.

Fonte: Portugal Digital

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Modernização do Porto de Luanda avança com investimento de US$ 56,5 milhões de dólares


O coordenador da comissão de gestão da ANIP, Aguinaldo Jaime, destaca a necessidade do país dotar-se de estruturas portuárias eficientes.

Da Redação, com agência

Luanda – A modernização em curso no terminal II de contentores do Porto de Luanda tornará, a curto prazo, a empresa mais eficiente e com reduzido congestionamento de navios ao longo da orla marítima, fruto de um contrato de investimento, avaliado em USD 56, 5 milhões de dólares, assinado, quinta-feira (1), entre a Sogester e a Agência Nacional Para o Investimento Privado (ANIP). Após a assinatura do acordo, o coordenador da comissão de gestão da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), Aguinaldo Jaime, declarou à imprensa a necessidade do país dotar-se de estruturas portuárias eficientes, para que os navios não incorram em sobrestadias, capazes de afectar a qualidade das mercadorias, em prejuízo dos consumidores. Aguinaldo Jaime destacou que Angola é um país essencialmente importador, apesar de estar em pleno processo de diversificação da sua economia e de elevação das suas nossas capacidades produtivas. “Angola ainda há de continuar, por algum tempo, a ser um país importador. Daí que seja necessário termos um porto comercial com uma estrutura remodelada, modernizada e mais eficiente”, esclareceu o coordenador da ANIP. Regozijado com aprovação do investimento, Aguinaldo manifestou a satisfação da coordenação da ANIP com a provação de investimentos do género que permitem a melhoria das capacidades produtivas nacionais e transformar Angola num país com uma economia moderna e desenvolvida. Por sua vez, o director-geral adjunto da Sogester, Anatólio Barreira, sublinhou que o investimento permitiu empregar vários quadros e ajudará a melhorar as condições de trabalho no terminal II e a resolver a sob estadia de navios no Porto de Luanda, em geral. Para o gestor, a assinatura do contrato de investimento visa sobretudo remodelar e modernizar a parte de construção civil do Porto de Luanda e a importação de meios modernos capazes de movimentar, com maior eficiência e qualidade, as cargas manuseadas na empresa portuária da capital. A gestora do terminal II de contentores do Porto Comercial de Luanda iniciou as suas actividades em Novembro de 2007, assumindo,por via do contrato de concessão do espaço, 521 trabalhadores da empresa portuária. Actualmente a firma conta com 740 funcionários. O contrato de investimentos foi assinado entre Aguinaldo Jaime e o director geral da Sogester, Francisco Cristóvão, na presença do Presidente do Conselho de Administração do Porto de Luanda, Francisco Venâncio, de administradores das duas empresas e de quadros seniores da ANIP. Mais noticias

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sebrae e CIN mostram a empresários do Ceará oportunidades em Portugal

Resultados da missão realizada a Portugal e Espanha este ano são hoje apresentados, mostrando o potencial de negócios no setor de alimentos e bebidas.

Da Redação, com Agência Sebrae de Notícias

terça-feira, 6 de julho de 2010

Moeda surgiu há mais de 200 anos, mas só passou a servir de padrão para pagamentos internacionais após a Segunda Guerra

O nome "dólar", deriva do "thaler", moeda européia que circulou amplamente no século XV

São Paulo - Quando os Estados Unidos ainda eram uma colônia da Inglaterra, a moeda em circulação no país chamava-se "continentals". A Guerra da Independência, em 1776, foi o motivo principal para a criação do dólar. As 13 colônias que formavam o território americano precisavam de uma moeda que financiasse a revolução que transformou os EUA em uma nação soberana.

O processo de criação do dólar durou 16 anos. Entre 1776 e 1786, cada uma das 13 colônias estabelecia o valor para o "continental" da maneira que julgava pertinente. A Pensilvânia, por exemplo, considerava que 1 continental valia o equivalente a 7½ xelins, moeda oficial das colônias britânicas.

Foi no ano de 1786 que o Congresso Continental, união das 13 colônias que faziam parte do território já independente, aprovou uma resolução que estabelecia o dólar como sistema monetário. Mas foi apenas em 1792 que o mesmo Congresso reconheceu-o como moeda oficial da recém-formada nação. O nome "dólar" deriva da moeda de prata conhecida como "thaler", que, nos idos do século XV, circulou amplamente por toda a Europa.

Apesar de oficial, o dólar não era a única unidade monetária em utilização nas terras norte-americanas. O dólar espanhol também circulava no país. Contudo, isso mudou com o National Banking Act, de 1863, que determinou que o dólar americano seria a única moeda a circular no país.

Padrão-ouro

O século XIX e início do século XX foram marcados por uma economia regida com base na política do padrão-ouro, que prezava que o valor de cada moeda correspondia a determinada medida de ouro - uma relação administrada pelo mercado e não pelos governos. O dólar, por exemplo, equivalia a 1/20 de uma onça-ouro.

Essa política começou a entrar em declínio com a 1ª Guerra Mundial. Para que a guerra fosse financiada, os países europeus tiveram de aumentar a oferta de dinheiro em espécie, movimento que causou a inflação excessiva e a depreciação das moedas. Como as reservas de ouro de cada país não foram suficientes para atender a emissão desenfreada de dinheiro, os governos acabaram por abandonar o metal como meio de troca.

Os EUA foram os únicos a se manterem fiéis ao sistema do padrão-ouro. Enquanto libras, marcos, francos e outras moedas européias depreciavam-se em relação ao lastro do metal, desvalorizavam-se também em relação ao dólar.

Esse sistema econômico vigorou na economia norte-americana até o ano de 1934, quando é então abandonado por conta da Crise de 29. A decisão do governo americano representava uma tentativa de reavivar a economia e conseguir sair da depressão. O caos econômico estava instaurado na Europa e nosEstados Unidos, que precisavam encontrar um sistema monetário internacional que fosse viável a todos.

A proposta que culminaria na solução foi apresentada apenas em 1944, durante a conferência de Bretton Woods. O acordo previa que os países da Europa Ocidental deveriam acumular dólares como reserva, enquanto os EUA guardariam reservas em ouro. Dessa forma, o dólar se transformou na principal moeda de troca para pagamentos internacionais.

Bretton Woods também marcou o início de uma era na qual os EUA firmaram-se como líderes econômicos e políticos de um mundo em vias de se dividir por conta da Guerra Fria. Foi na ocasião desta convenção, atendida por chefes de estado de 41 nações do mundo, que o país liderou a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. "O acordo marca a transição de poder da hegemonia inglesa para a hegemonia norte-americana", diz Antonio Carlos dos Santos, coordenador do curso de economia e comércio internacional da PUC-Barueri.

Dólar no mundo

Segundo o professor, a força de expressividade de uma moeda é reflexo da importância política e econômica que o país emissor exerce no cenário mundial. O dólar é prova desta tese. Fora os EUA, existem mais seis nações que usam a moeda norte-americana como oficial: Timor Leste, Equador, El Salvador, Iraque, Palau e Panamá. Isso acontece por conta do nível de degradação que as economias desses países atingiram. "O Estado abre mão da prerrogativa de emitir uma moeda nacional e perde a autonomia das políticas monetárias, pois o dólar é emitido pelos Estados Unidos", explica.

E a hegemonia do dólar no cenário econômico mundial parece estar longe do fim. O dólar, apesar de todos os reveses financeiros enfrentados pelos EUA nos últimos três anos, se manteve todo o tempo como porto seguro dos investidores internacionais. "A história mostrou a incrível capacidade de recuperação da economia norte-americana. Bancos Centrais do mundo vão continuar a aplicar suas reservas na aquisição de títulos da dívida pública dos EUA", diz Santos.

Na verdade, ao longo das últimas décadas o dólar e o sistema bancário dos Estados Unidos enfrentaram - e superaram - diversos reveses econômicos. Entre os períodos de baixa da moeda, estão a depressão econômica entre os anos de 1873 e 1907 e a crise de 1929, que assolou os Estados Unidos e levou à falência cerca de 10.000 bancos em menos de cinco anos.

Moeda única

Apesar de a hegemonia americana ainda não ser contestada, basta que os EUA enfrentem alguma dificuldade financeira ou o dólar inicie um ciclo de desvalorização para que o debate sobre a criação de outra moeda para pagamentos internacionais volte à tona. Um dos principais defensores da criação de uma moeda única mundial é Robert Mundell, premiado com o Nobel de Economia em 1999 e considerado o pai do euro.

"Em teoria, é uma ótima idéia porque permite eliminar custos e facilita as transações entre diversos países. Uma só moeda corrente no mundo inteiro acabaria com a volatilidade", diz Santos, da PUC. Entre as possibilidades ele cita o dólar, o euro ou uma moeda emitida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ou pelo Banco Mundial.

Apesar das facilidades que uma moeda única traria para a economia global, as dificuldades que a Europa vêm enfrentando para consolidar o euro como moeda comum evidenciam que o mundo ainda precisa evoluir para que um acordo monetário mais amplo seja fechado. "Se a própria Europa está com dificuldades para lidar com o euro, imagine o mundo inteiro utilizando apenas uma moeda", conclui Santos. Mais noticias

Fonte: PortalExame.com.br